Aula Magna, ministrada por Dom Benedito Beni dos Santos, para o início do ano letivo do Instituto Teológico São Tomás de Aquino e do Instituto Filosófico Aristotélico Tomista

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No dia 28 de janeiro deste ano, deu-se início ao novo ano letivo no Instituto Teológico São Tomás de Aquino e no Instituto Filosófico Aristotélico Tomista. A data foi honrada com uma palestra ministrada por Sua Excelência Reverendíssima Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo Emérito de Lorena, SP, abordando como tema geral “Nossa Senhora e seu esposo São José”. O encontro foi realizado na Casa de Formação dos Arautos do Evangelho, Thabor, situada na Serra da Cantareira, em Caieiras, SP.

Contando com a presença dos professores e alunos do Instituto Teológico São Tomás de Aquino e do Instituto Filosófico Aristotélico Tomista, Dom Benedito Beni dos Santos iniciou a aula propondo tratar, em primeiro lugar, a respeito do papel da Vigem Maria no plano salvífico de Deus, sua missão no plano da encarnação, sua posição na Igreja enquanto Mãe, e o culto prestado a Ela por parte dos fiéis cristãos. Por fim, não podendo faltar uma alusão a São José, Dom Benedito Beni expôs alguns traços gerais da teologia sobre o castíssimo esposo de Maria.

A participação de Maria na obra da Redenção

Se buscarmos nas Sagradas Escrituras a resposta para a indagação sobre qual teria sido a participação de Maria na obra da Redenção, encontraremos pontos elementares que nos servem de base para um desenvolvimento teológico. Inicialmente, vemos que os profetas anunciaram a concepção de um Filho por meio de uma Virgem (Cf. Is. 7,14; Mq 5,2-3), como anúncio do Messias esperado de Israel que viria para libertar o homem do pecado.

O plano da encarnação

Ademais, as descrições evangélicas elucidam de maneira preponderante a esperança messiânica, a começar pela anunciação do anjo Gabriel (Cf. Lc 1,28-38). A Santíssima Virgem dá seu consentimento à Palavra Divina, tornando-se Mãe do Salvador e escrava do Senhor, “servindo pela graça de Deus Onipotente o mistério da Redenção” (LG 175). Deste modo, como afirmam os Padres da Igreja, Maria não foi utilizada por Deus como instrumento meramente passivo, mas cooperou livremente, por sua fé e obediência, na salvação dos homens.

A Vigem Maria também teve proeminente participação na vida íntima de Jesus. Basta recordar o fato das bodas, em Caná da Galileia, onde Ela demonstrou suas qualidades de intercessora junto aos mais necessitados. Após os dias da vida pública de Jesus, a Santíssima Virgem manteve-se ao lado de seu Filho até o extremo padecimento da Cruz, “associando-se com coração de mãe ao Seu sacrifício” (LG 58).

Nossa Senhora enquanto Mãe da Igreja

Por fim, os Atos dos Apóstolos nos revelam que no dia de Pentecostes, dez dias após a Ascensão do Senhor, os discípulos “perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, Mãe de Jesus, e os irmãos Dele” (At 1,14). Assim nos é evidenciada sua comunhão com o Corpo Místico de Cristo e seu importante papel junto com a Igreja desde seu nascedouro.

O culto e a devoção à Maria na Igreja

Como afirma o Concílio Vaticano II, nosso mediador é um só, Jesus Cristo, e o papel maternal de Maria de modo algum ofusca a mediação de Cristo; antes manifesta sua eficácia (Cf. LG 60). Tendo a Santíssima Virgem cooperado de modo singular na obra do Salvador para restaurar nas almas a vida sobrenatural, tornou-se também nossa Mãe na ordem da graça. Esta maternidade perdura sem interrupção, a fim de alcançar-nos os dons da salvação eterna. “Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro e medianeira”. (LG 185).

Exaltada pela graça do Senhor e colocada acima de todos os anjos e homens, Maria é venerada pela Igreja com um culto especial. Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, têm a virtude de fazer com que, honrando a Mãe, melhor se conheça, ame e glorifique o Filho, e se cumpram os seus mandamentos (Cf. LG 66).

O papel de São José na obra redentora

Ora, além dos cuidados de sua Santíssima Mãe, Nosso Senhor Jesus Cristo quis também sujeitar-se à proteção de um pai, ao qual Deus cumulou de especiais graças, em vistas da grande missão a ele confiada. O papel de São José na obra redentora é de suma preciosidade, uma vez que foi chamado a ser esposo da Santíssima Virgem, pai e custódio de Nosso Senhor Jesus Cristo. Deste modo, cumpriu ele todos os deveres paternos junto ao Verbo de Deus feito carne, dando o exemplo a todas as famílias cristãs que viriam no futuro com o crescimento da Igreja.

Tendo exposto esses aspectos da doutrina católica sobre São José, Dom Benedito Beni atendeu a uma pergunta de um aluno, o qual interrogava sobre qual teria sido a relação do pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo com Sua Paixão. Dom Beni respondeu mostrando como toda a vida do Santo Patriarca foi destinada aos cuidados de seu Divino Filho, e que por esta razão ele deveria estar associado ao ato supremo que consumou Sua vida, a Sua Paixão.

Conclusão

Iluminados por uma exposição tão clara e coerente, os professores e alunos agradeceram a Dom Benedito Beni por abrilhantar aquela data com sua presença, e a visita seguiu seu curso com a celebração da Santa Missa, em memória do preclaro São Tomás de Aquino, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, situada no mesmo local.

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